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Livro: Na Natureza Selvagem (pdf)

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4
131 avaliações

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Nas bibliotecas (342)



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  • + biblioteca de Luca

    Jon Krakauer consegue deixar a história de Christopher McCandless ainda mais interessante.
    O bom da narrativa do autor é a identificação que ele teve com Chris, o que deixa a leitura ainda mais instigante. Em algumas partes do livro, peca por alguns excessos de descritivismo, mas nada que deixe a obra menos linda.
    Super recomendo para admiradores de nosso querido Supertramp e para aqueles que gostam de aventura.
    É um livro altamente psicológico e que vai mexer muito com você.




  • classificou 5
    + biblioteca de Marcelo

    O livro pode apresentar ao leitor algumas características de "Supertramp" que não são demonstradas claramente no filme. Relata muito bem a caminhada de Chris até o Alasca e como já disse, apresenta características da personalidade do rapaz deixando-nos a perguntar se ele estava indo se encontrar ou fugindo do que o atormentava. Excelente livro, linda história de vida. Coragem e determinação.




  • + biblioteca de Alexsandro

    "A felicidade só é real quando compartilhada". Histórias de pessoas que, por algum motivo, se isolaram na natureza são sempre inspiradoras, principalmente porque já pensamos nisso em algum momento de nossas vidas. Ir à uma praia, se isolar ou mesmo viver em uma pequena comunidade - como naquele filme "A praia" -, ir à algum território mais inóspito, como no coração da Amazônia, ou viver em pampas como no pântano sulista do Brasil, ou ainda em terras vastas e planas como as do Mato Grosso. Lugares não faltam. As opções são tão vastas quanto essa leve incitação interior que nos leva à pensar nisso - em realmente ir, em realmente fazê-lo. Por um tempo, apenas. Por uma vida, quem sabe. Esse sopro é instigante, é excitante. Mas nem todos podem ou são capazes de ceder à esse impulso. Christopher Johnson McCandless foi. Jovem americano, rico, recém formado na universidade, extremamente inteligente e de família respeitada, embora não estruturada, cedeu à um impulso que foi maior que o controle excessivo exercido pelos pais, maior que os planos que sua família tinha para seu futuro, maior que qualquer coisa que a sociedade em si pudesse oferecer à ele.
    Morreu depois de caminhar sozinho na selva alasquiana, vivendo da terra, do que a natureza podia lhe oferecer - natureza esta que, extrema naquele ponto do planeta, o privou e o fez perecer por inanição. Mas antes disso, antes da sua morte precoce, concluiu o que deu mostras de ser uma busca espiritual elevada. Morreu, mas portanto, morreu em paz - ainda que tenha sofrido muito.
    Voltando ao princípio e as origens de tal saga, conhecem-se as explicações, motivações que levaram aquele jovem a fazer o que fez. Seu pai trabalhou nada mais nada menos que na NASA, desenvolvendo antenas. Sua mãe auxiliava seu pai e, mais tarde, ambos fundaram juntos uma empresa de consultoria - que fez, em alguns anos, a família enriquecer muito. Na infância, sua personalidade aguda, seu temperamento enérgico já haviam sido notados no primário. Ele se destacava em esportes físicos, tinha um fogo interior muito grande. Conforme cresceu, formulou um intenso idealismo moral - que no final, foi o que o levou a vaguear pelo país, antes de ir para o Alasca, onde foi encontrado morto dois anos depois de deixar tudo pra trás. O idealismo moral que ele detinha, não se enquadrava nem um pouco com as práticas e comportamentos comuns na sociedade - o que o fazia se isolar constantemente. Descobrir que o pai possuía outra família, além de presenciar as constantes brigas entre os pais, junto de sua irmã, aumentou a sede de afastamento. A verdade é que a vivência que as pessoas com quem ele interagia o proporcionava o materialismo vazio, que era o exato oposto pelo que o cerne de sua existência clamava. Ele tinha uma busca a fazer, e nada iria satisfazer essa busca, senão uma experiência extrema. Experiência que começou logo depois da faculdade - finalizada quase por obrigação -, quando doou para uma instituição de caridade tudo o que possuía na poupança, pegou seu velho carro e se atirou na estrada - para nunca mais retornar. Carro que logo no início da empreitada teve de abandonar, por conta de forças maiores. O que o impeliu a acreditar que era mesmo coisa do destino: antes de abandonar o carro, Chris queimou todo o dinheiro que tinha, abandonou boa parte de seus pertences e levou consigo apenas a placa do Datsun amarelo - artimanha para que sua localização não fosse decifrada tão facilmente, coisa que a família provavelmente tentaria muito brevemente.
    Logo que iniciou sua vida de andarilho, empregou a si mesmo um novo nome. Alexander Supertramp. "Alexander Supervagabundo". Os trabalhos e a vida de pensadores como Jack London, Leo Tolstoy e Henry David Thoreau - sobre os quais conheço quase nada, com exceção do último - tiveram uma grande influência sobre McCandless. Como tais, ele sonhava em deixar a sociedade para um período de contemplação solitária - foi o que, de nome novo, passou a fazer a partir daí.
    "Uma vida mansa e isolada no interior, com a possibilidade de ser útil a quem é fácil ser bom, pessoas que não estão acostumadas a ser servidas. E trabalhar com algo que pode ser útil. Além de descansar, natureza, livros, música, amar seu próximo. Essa é a minha ideia de felicidade. E, então, acima de tudo, você como parceira e, quem sabe, filhos. O que mais o coração de um homem pode desejar?"
    De carona em carona, chegou à uma cidade chamada Fairbanks, no caminho, conheceu lugares magníficos e fez várias amizades. Chris alterou profundamente a vida de todas as pessoas que conheceu durante sua trajetória, diga-se de passagem. Os anos foram passando e, sozinho, ele perambulou pela América, passando por lugares como Carthage, Bullhead City, Las Vegas, Orick, Salton City, entre outros, até chegar finalmente ao destino pretendido: o Stampede Trail, no Alasca. Conheceu Jan e Bob Burres, Wayne Westerberg, Ronald Franz, que se tornaram seus amigos inseparáveis a quem se ia correspondendo por cartas; permaneceu em alguns sítios durante meses, mas partia de seguida para outras aventuras. Com a família, não tinha mais contato algum. Mandava cartas apenas no início para a irmã Carine, com quem tinha forte ligação.
    "Chris avaliava a si mesmo e as pessoas ao redor com um código moral tremendamente rigoroso. Ele se arriscava a tomar um caminho extremamente solitário, mas achou companhia nos personagens dos livros que amava, de escritores como Tolstoi, Jack London e Thoreau. Ele sabia citar suas palavras em qualquer ocasião e sempre o fazia." - Carine,
    A sua personalidade forte, muito inteligente e simpática deu uma nova vitalidade a Jan, Franz e Westerberg. Raramente falava da família ou de casa, ponderava e reservava esse assunto. Dois anos depois de ter iniciado a sua viagem, Chris partiu para o destino final, que traçara desde o começo, o Alasca. De lá, jamais retornaria. Quando adentrou na mata, toda comida que tinha era um saco com cinco quilos de arroz, seu equipamento era inadequado para quem planejava fazer o que ele se propunha - e nada o podia dissuadir do objetivo, nem um homem chamado Gallien, que deu sua última carona, até ao Parque Nacional Denali, através do Stampede Trail, um caminho que levava ao interior do Alasca. Dali, partiu para o desconhecido, ignorando todos os contra indicadores.
    Quando lá foi descoberto, sem vida, a tarefa de escrever um artigo sobre o viajante - então desconhecido - foi incumbida a Jon Krakauer, jornalista da revista Outside. A história de McCandless tocou-o profundamente, pelo fato de a sua própria vida se assemelhar à do rapaz, principalmente no que se referia à relação com os pais. Isso levou-o a investigar a fundo, obsessivamente toda a jornada de Chris. Ler o livro ouvindo a trilha sonora do filme ajudou ainda mais à captar a mensagem essencial que ele transmite. Nas palavras de Eddie Vedder, do Pear Jam de que tanto gosto, nas sua composição solo, "Sociedade, sua raça louca; Espero que não esteja solitária sem mim; Sociedade, realmente louca; Espero que não esteja solitária sem mim". Deveria ser exatamente o que Chris pensava.
    A história foi garimpada através de vestígios, um documento escrito, na forma de diário, por McCandless nas páginas dos livros que levou consigo e também em rabiscos no ônibus abandonado onde viveu, além das cartas que trocou com quem conheceu ao longo da estrada. Entre suas descrições, que entoavam principalmente pelo que passava, onde estava e o que comia diariamente, ele parafraseou coisas como:
    "Não necessariamente ser forte, mas se sentir forte"
    "É inegável que viver sem lenço nem documento sempre nos alegrou. Isso está associado em nossas mentes com fugir do passado, da opressão, da lei e de obrigações maçantes. A liberdade absoluta. E a estrada sempre conduziu ao oeste."
    "Há dois anos ele caminha pelo mundo sem telefone, piscina, carros, nem cigarros. A liberdade máxima. Um extremista. Um viajante esteta cujo lar é a estrada. E agora, depois de dois anos errando, vem a última e maior aventura. A batalha culminante para matar o falso ser interior e concluir com vitória, a revolução espiritual. Sem continuar a ser envenenado pela civilização, ele foge e caminha solitário pelo mundo para se perder em meio à natureza."
    "Chega a manhã em que sinto que nada mais precisa ser ocultado, ir embora parece surreal, mas meu coração nunca ficará longe daqui. Tão claro quanto respirar, quanto estar triste. Trago na carne o que aprendi, vou embora acreditando mais do que antes. E existe um motivo, um motivo para voltar. Enquanto cruzo o hemisfério tenho vontade de ir e desaparecer. Eu me machuquei, eu me curei, agora me preparo para pousar, já estou pronto para pousar. Este amor não tem limites."
    "Tive uma vida feliz, e agradeço ao Senhor. Adeus e que Deus vos abençoe a todos."
    O livro de Krakauer - que precedeu o filme lançado posteriormente - fez de McCandless uma figura heróica para muitos. Tola, para outros. O ônibus abandonado em Stampede Trail onde McCandless acampou tornou-se um atrativo turístico de aventura. A história de McCandless inspirou documentários, filmes, canções, assim como Eddie Vedder, da banda Pearl Jam, que se disponibilizou para fazer toda a trilha sonora do filme.
    Tolo, para alguns, porque estava inconsciente de que vagões operados manualmente cruzavam o rio a 400 metros do Stampede Trail, enquanto um abrigo nas redondezas estava abastecido com alimentos de emergência, como descrito no livro de Krakauer. Ou seja, sua salvação esteve sempre próxima, embora desprovido de mapas e equipamentos básicos, não pudesse saber. Muitos o acusam de egoísmo, superficialidade, considerando a sua atitude de abandonar tudo, sem falar com a família, e partir para o desconhecido, como uma forma de satisfação pessoal e ostentação, suicídio - idéia que todos os que o conheceram, rejeitam.
    Herói para a maioria, inclusive para mim é claro, porque viver no interior da floresta por um longo período, subsistindo apenas do que se consegue caçar e apanhar é extremamente difícil. E McCandless quase o conseguiu. Não conseguiu, é verdade, mas isso é mero detalhe para o que ele realmente buscava - a iluminação espiritual. Essa busca justifica toda a saga, toda a estupidez, toda a insensatez, toda a falta de consideração pela família, todas. Porque, afinal e obviamente, era mais forte do que ele. Era um impulso interior que o dominou. A coragem de abortar a sociedade organizada tal como é, para viver melhor, das coisas simples, com certeza é inspiração para milhares de jovens, milhares de pessoas que procuram mudar. Seu fascínio pelo lado selvagem da América foi tamanho à nossa necessidade de expandir nossas consciências para uma sociedade mais justa, igualitária, pacífica, inteligente e abundante para todos.
    O livro de Krakauer pôde, seguramente, compreender o êxodo de Chris McCandless em busca da suas últimas fronteiras. Para lá dessa fronteira fica-nos o livro como alegoria contra o conformismo que consome a nossa própria natureza.




  • classificou 4
    + biblioteca de Tiago

    Leiam Walden, de Henry D. Thoreau, Um dos autores que influenciou chris nestes pensamentos.




  • classificou 0
    + biblioteca de Vanessa

    Amei, um relato de uma vida livre desta rede capitalista




  • classificou 3
    + biblioteca de Renan

    gostei mais do filme




  • + biblioteca de Joeci Ricardo

    Uma história surpreendente mesmo, não há como ler um livro desses e não parar para pensar nas nossas vidas. Nos traz muito para refletir.




  • classificou 5
    + biblioteca de Sílvia

    A história de Christopher McCandless é SENSACIONAL! A forma de pensar e a fixação pelas coisas essenciais da vida, pelos detalhes que ao mesmo tempo se mostram como imensidão, quem teve a honra de conhecer deve ter aproveitado momentos e conversas fantásticas! Sinto compaixão pelos acontecimentos ruins de sua vida, acredito que foi um fator fundamental para que, infelizmente, jamais poderemos ler um livro escrito pelo próprio Chris com suas aventuras de acordo com sua percepção incrível sobre as coisas!




  • classificou 5
    + biblioteca de Leh

    Um livro maravilhoso, recomendo a todas as pessoas.
    Além do mais é baseado em uma história real, pois nos mostra a realidade do personagem.
    Perfeito!!!







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