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Livro: Corações Feridos (pdf)

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56 avaliações

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    + biblioteca de Manu

    A história é bem trágica e confusa mas quando entendida se torna um ótimo livro




  • + biblioteca de Ana Paula

    "As histórias que tenho escondidas dento de mim; se você pudesse abrir-me, leria a verdade. Olhe para dentro, retire a pele, a carne e os ossos e encontrará uma biblioteca de sofrimentos... Essas são palavras que eu nunca sussurrei nem mesmo à minha irmã, essas são palavras que não ouso pronunciar em voz alta."

    É muito difícil pra mim fazer essa resenha, perto do que Hephzibah e Rebecca passaram, minha vida foi um mar de rosas, mas sofri um tanto quando era mais nova. Só consegui fugir das surras do meu pai quando sai de casa aos 17 anos. Mas mesmo assim, a história dessas duas irmãs me tocou e comoveu. Relembrei algumas partes que eu tento a todo custo esquecer e dei graças a Deus por não ter passado metade do que elas passaram.

    Hephzibah e Rebecca são irmãs gêmeas. Rebecca nasceu com uma síndrome que deformou seu rosto, ela é a irmã feia. Hephzi é a irmã linda, todos a adoram. Mas ambas dividem um segredo que ganha força assim que as portas da igreja se fecham. Roderick é o pai dessas meninas, ele também é pastor da igreja, mas o que ele prega lá fora não é seguido dentro de sua casa. Maria, mãe das meninas, também é cúmplice. Nunca interferiu ou ajudou as garotas, ao contrário, sempre as odiou por terem nascido.
    Hephzibah e Rebecca dividem uma história única com o leitor, todos seus medos, inseguranças e sonhos são depositados neste livro, mas só uma delas terá a chance de realizar o sonho da liberdade.

    "Eram pais como Hephzi e eu tínhamos. Loucos que se vestiam com roupas normais, que sorriam e angariavam dinheiro para a caridade, malucos que ficavam de joelhos para rezar, mas que, tão logo estivessem seguros atrás de portas fechadas, tiravam as máscaras e deixavam o veneno irromper."

    Eu demorei muito para ler este livro apesar de suas poucas páginas. Achei o tema pesado, e por muitas vezes, parava em um capítulo para respirar e evitar o choro que por fim, sempre vinha. Um drama familiar emocionante e odioso. Hephzi e Reb são muito diferentes uma da outra - Hephzi gosta de atenção e por ser bonita, chama atenção, Reb prefere ficar no seu canto, brincando de ser invisível. Mas ambas se amam e se protegem, bem, Reb protege mais Hephzi, fiquei boba com o que Reb passou para que sua irmã não sofresse das mesmas coisas.

    Depois de muito tempo trancadas na casa paroquial, elas finalmente conseguem a permissão para estudar em uma escola de verdade, isso somente aos 17 anos. Durante toda a infância, os pais as ensinaram dentro de casa. Nunca saíram sozinhas, suas roupas eram de doações, a comida era escassa. Com a ida para escola, elas descobrem um novo mundo, onde existem famílias amorosas, que cuidam e amam seus filhos. Hephzi é a mais afetada, sua vontade de fugir é tão grande que pouco a pouco ela vai se esquecendo de Reb e planejando seu futuro com seu namorado. Reb tem medo pelas duas, faz planos para fugir também, mas lhe falta coragem.

    "Eu queria gritar para que eles sumissem, para que a deixassem em paz, talvez empurrá-los ou machucá-los de alguma forma para que soubessem como é ser perseguido. Entretanto, era como se Rebecca não percebesse ou nem mesmo se importasse, e foi por isso que desisti dela, deixei que ela seguisse em frente sozinha. Ela podia aceitar sua Estranholândia do jeito que queria, mas eu não me afundaria com ela."

    Sabe quando você lê um livro que te toca, comove e desperta o seu lado protetor? Pois é! Eu queria entrar no livro, pegar Reb no colo e lhe dizer que ficaria tudo bem, que eu iria ajudá-la e cuidar dela. Não gostei muito de Hephzi, achei ela superficial e cheia de mimimi. Por muitas vezes, senti raiva dela também, ainda estou tentando entendê-la. Mas Rebecca me ganhou, seja por seu jeito estudioso, de quem adora ler um livro, ou pelo seu jeito quieto, tentando passar despercebida. Sua simplicidade e o valor que deu as pequenas coisas, me deixaram emocionada e quando Roderick aparecia, minha vontade era de dar umas boas porradas nele e jogar a mãe do telhado da igreja. Outra coisa que me deixou indignada foi a indiferença dos vizinhos. Eles sabiam o que acontecia ali, e nunca fizeram nada para ajudar as meninas. Infelizmente, sabemos que situações parecidas ainda ocorrem, mesmo com tantas leis em vigor no país. Esse livro é um tapa na cara do ser humano que pode fazer mal a uma criança. É um exemplo do que a criança passa, o medo que sente, a insegurança, o desejo de amor e carinho.

    Eu adorei o jeito que a autora intercalou a narrativa em primeira pessoa do livro. Rebecca começa a história no "Depois" e Hephzi no "Antes". Vocês entenderão quando lerem. Pela narrativa, conseguimos perceber a diferença entre as duas irmãs e cada uma fala sobre a outra, contam sua história sem repetições, ressaltando algumas histórias do passado e contando o que acontece no presente.
    Encontrei alguns erros de revisão, o que não me incomodou, mas me deixou triste, porque é o primeiro livro da Novo Conceito que encontro esses erros. A capa é linda e reflete bem o enredo apresentado. Os capítulos são separados pelos nomes das protagonistas, informando quem será o narrador da vez. A diagramação é simples, com pequenos detalhes de galhos (acho que são galhos) na parte superior das páginas.

    "- Será que isso poderia acontecer com a gente? Você acha que um dia ele vai simplesmente sumir?
    Balancei a cabeça.
    - Ah, Hephzi, se isso acontecesse eu finalmente saberia que Deus nos ama."

    Gente, posso ficar aqui o dia inteiro falando sobre esse livro que ainda vai faltar elogios para ele. Então, só posso recomendar e torcer para que a história de Hephzi e Reb encante vocês também!


    http://www.livrosdeelite.blogspot.com.br/2015/01/resenha-coracoes-feridos-louisa-reid.html#.VLuf20fF9Ig




  • + biblioteca de Danielem

    Brilhante! Um dos melhores livros de ficção - será que é ficção mesmo? - que eu já li. Nunca pensei que eu pudesse ser tão parecida com uma personagem de livro.




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    + biblioteca de Thaíse

    "Hoje eles tentaram me fazer ir ao funeral da minha irmã. E eu, por fim, tive de ceder. (...) Ela sempre foi maior. Nasceu primeiro, mais forte, mais bonita, a gêmea popular. Eu vivi à sombra dela por 16 anos e gostei do frio e da escuridão; era um lugar seguro para esconder-me. Agora eu estremecia no ar pesado de janeiro. Era o primeiro dia do ano-novo, e minha irmã estava morta havia uma semana" (11)

    Estou chocada e encantada com tudo que li, do livro de estreia de Reid, até agora. Rebecca lida com a morte de sua irmã gêmea, Hephzibah, de forma não muito usual. É uma menina diferente, especial, que nasceu com uma síndrome causadora de deformidades em seu rosto. Seu pai é um fanático religioso dos piores, um homem que deixaria sem cabelos até o pastor de "Footloose".

    Reb apresenta fortes características de estresse pós-traumático e não consegue seguir em frente ou colocar a cabeça em nenhuma ideia que deixe de envolver a fuga de casa. O fantasma de Hephz a ajuda, com conselhos de desafio, que podem colocá-la em problemas. Ela ouvirá? As duas tinham uma relação estranha: enquanto a bela Hephz tinha vergonha da irmã e adorava quando ninguém percebia que elas eram parentes, ou mesmo gêmeas, Reb venerava a gêmea, e se sentia à sombra dela, tinha medo do pai, mas era capaz de encobrir todos os seus pulos.

    ... Rebecca me daria cobertura, eu podia confiar-lhe minha vida. (41)

    É uma história sobre coisas que são horríveis demais para serem contadas, mas a autora nos relata com sentimento, com imersão na personalidade de cada personagem, de tal forma que parecem diferentes pessoas escrevendo para nós.

    Ela é contada de diferentes pontos de vista: o ANTES, de Hephz e o DEPOIS, de Rebecca. É uma história muito louca, se pararmos para pensar em garotas sendo trancafiadas em casa na nossa era, nos anos do Facebook.

    É o livro que você para de ler porque precisa fazer outras coisas durante o dia, mas que te mantém pensando no que leu por muito tempo. A Vó materna das meninas é um personagem sensacional, mesmo da forma como participou do livro. É notável o grito silencioso de ajuda que aquelas meninas tentavam despertar na família, na vizinhança e na escola - um grito jamais verbalizado, nunca ouvido. A cumplicidade entre as irmãs, nem sempre mútua em intensidade, é um ponto importante da história.

    "Mais que tudo, Hephzi queria vingança. Ainda não me atrevi a revelar seu segredo, mas talvez um dia, se minha alma encontrar um lugar para respirar, eu o faça." (72)

    É um livro que choca, faz a gente perder o sono e repensar regras sociais, problemas de família, a questão do incesto, de abusos e violência doméstica, e da passividade diante de um problema alheio. Mesmo que o final tenha me deixado muito confusa - ainda sem a certeza de que li o que li, valeu a pena a leitura.




  • + biblioteca de Carolina

    http://baudhistorias.blogspot.com.br/2013/10/resenha-coracoes-feridos-louisa-reid.html




  • classificou 5
    + biblioteca de Jeanine

    Rebecca e Heiphzibah são gêmeas. Adolescentes de 17 anos que sabem, como ninguém a arte da mentira e de guardar um bom segredo. Seus pais, Roderick e Maria cultivam uma fé monstruosa, na qual o pai decidiu dedicá-la como pastor de sua própria paróquia. A mãe e suas filhas, seguem a risca o modelo bíblico que o homem da casa as impõe. Tudo parece perfeito, como um belo retrato de família. Todos parecem felizes, porém, nem tudo é exatamente o que parece.

    A história inicia de forma fúnebre. Rebecca, a irmã tímida, sofre da síndrome de Treacher Collins, em que o indivíduo, ainda no feto materno, não desenvolve o crescimento de ossos cranianos. Silenciosa, Reb encontra-se entorpecida, diante de uma sepultura, diante do túmulo de sua irmã Heiphzibah, a garota vivaz que não temia provar o ar da liberdade.

    Logo no início compreendemos que o enredo não tratava apenas da deformidade de uma das gêmeas. Eu compreendi, imediatamente, enquanto a cova de Heiph era coberta por terra, que não leria nada a respeito de bullying ou aceitação social. Entendi que aquilo que me aguardava era uma trama de mistérios, apesar de soar-me, assim que folheei as primeiras páginas, que a coisa toda estava relacionada a um mundo de aparências, um mundo de mentiras, um mundo escondido em que dores, sofrimentos e infelicidade.

    A autora Louisa Reid soubera transportar-me por toda a dor das irmãs adolescentes. As meninas não podiam, de forma alguma ir à escola. Os pais exigiam que as mesmas fossem ensinadas em casa. Mas, tudo muda quando, sabe lá como, o pai as deixara freqüentar uma escola convencional, junto de outros jovens, desde que elas aprendessem as matérias que ele escolhera para elas: matemática, física, química.. nada que lhes permitisse um conhecimento além daquele mundinho fechado em que viviam. Tudo, que não fosse de cunho religioso era, na realidade, um grande e imperdoável pecado.

    Por cerca de 12 anos, a avó das meninas tentara retirá-las e fazê-las viver entre pessoas “normais”. Claro que o fato de Rebecca não ter parte dos ossos em sua face assustava as pessoas e, por muitas vezes a fizesse desejar tornar-se invisível para sempre. Mas Heiphzibah era linda, sempre fora linda e desejava, mais do que tudo, ver o mundo e as pessoas que nele viviam. E, por parte de suas vidas, a avó materna fizera o possível para que elas aproveitassem a infância que lhes era tirada. Todavia, quando a doce velhinha faleceu, o mundo tornou-se negro como o carvão e as garotas souberam que nada mais seria como antes. Ao menos, não que fizessem algo a respeito.

    Eu posso afirmar que o livro prende o leitor do início ao fim. O mesmo é relatado, de forma intercalada, entre Reb e Heiphzi, ao menos durante a primeira parte. Rebecca relata os acontecimentos que sucederam após a morte de sua irmã gêmea. Já a falecida menina relatava os fatos que antecederam a sua morte, desde que ingressaram no ensino médio. Mais para frente, em uma segunda e decisiva parte do livro, Rebecca nos relata o desfecho de todo o terror, as dores e mistério que aconteciam em sua casa, entre seus familiares.

    Apesar da leitura ter fluido de forma muito rápida e agradável, porque li o livro em menos de uma semana, o enredo todo é muito forte e te faz ficar com raiva de pessoas como Roderick, Maria e aqueles que, mesmo desconfiando de toda aquela situação esquisita, nada fazem por aqueles que estão sofrendo, tornando-se cúmplices da maldade. Você tem clareza dos fatos, mesmo as irmãs, de certo modo, serem tão diversas. Elas até podiam possuir gênios diferentes, maneiras diversas de viver as suas próprias vidas mas, aos seus modos, as vezes tão ingênuos, ansiavam a mesma coisa: sentir-se livres. Mesmo quando discordavam de suas perspectivas, elas se uniam contra a maldade, contra o terror. Defendiam-se a qualquer custo porque, mesmo vivendo sob o domínio do medo, havia ainda a bela luz do amor dentro de seus corações, o sentimento puro e verdadeiro que as protegia da insanidade de seus dominadores.




  • classificou 4
    + biblioteca de Brenda

    Eu não acredito que esse seja um romance de estreia. Em Corações Feridos, Louisa Reid consegue prender o leitor entre cada palavra em suas páginas sem que este seja libertado até mesmo após a conclusão da leitura. Com uma escrita incrível o livro conta a angustiante história de duas irmãs, Hephzibah e Rebecca, gêmeas bem diferentes uma da outra não só na personalidade, mas como também na aparência, já que Rebecca nasceu com a Síndrome de Treacher Collins (uma má formação congênita que gera deformidades crânio-faciais).

    Como se já não bastasse ser excluída e maltratada por sua aparência, Rebecca sofre muito mais do que poderíamos imaginar. Ela e Hephzi tem uma família um tanto incomum, aliás, elas não tinham uma família. O Pai é um religioso fanático, cruel e ganancioso que engana as pessoas com palavras bonitas e falsos sorrisos convincentes, para todas as outras pessoas ele era um homem gentil, amável, cuidadoso e uma pessoa de bom coração e grande fé, mas não era bem assim que ele agia com suas filhas. Elas não podiam ir a escola, não tinham roupas novas, eram castigadas sem poder usar o banheiro, sentiam dor e não eram cuidadas, não faziam ideia do que era uma menstruação, e ainda por cima, os absorventes lhes eram negados. A Mãe era uma inútil que odiava suas filhas, então não as protegia de sua pior maldição, o Pai. Xingamentos, proibições, castigos, surras. Isso fazia parte do cotidiano das gêmeas. Até que as coisas saíram de vez do controle e Hephzibah morreu.

    O livro é dividido em duas partes, a primeira contada pela Rebecca após a morte de sua irmã alternando entre capítulos em que Hephzi conta os acontecimentos anteriores. Depois de muita insistência de Hephzi, ela e sua irmã foram colocadas na escola para cursar o Ensino Médio depois de passarem sua vida toda trancadas na casa paroquial. Ao sentir o cheiro de uma ligeira liberdade, Hephzi não pode mais se contentar com a vida que não tinha e isso a levou embora de uma forma que ela não esperava. Corações Feridos relata o desastre da vida dessas jovens irmãs, que guardam um grave segredo. Cheio de mistérios, suspense, segredos, tristezas e dificuldades, o livro traz um enredo chocante e cativante, você vai querer torturar aqueles pais cruéis, abraçar Rebecca e dizer-lhe o quanto sua aparência não importa diante da nobreza de seu coração, vai querer voltar no tempo e pegar aquelas duas meninas pra você, cuidar delas, ensiná-las, amá-las. Hephzi não teria feito besteiras por ignorância e inocência, não teria morrido tão cedo... Rebecca não teria sofrido tantas dores físicas e emocionais, tantos traumas horríveis...

    Eu não tinha grandes expectativas quando o livro chegou, mas a história me surpreendeu, porque ela é comovente, chocante, triste e impressionante, assim como as avaliações da contra capa citam, raramente confio nelas, mas estas são a pura verdade. Reid, definitivamente, tem o dom de escrever.

    Post original em: http://www.sonhosemtinta.com.br/2013/10/coracoesferidos.html




  • + biblioteca de Vivian

    Olá, pessoas! Voltei!! (posso ouvir um amém?) Com mais uma resenha da nossa suuuper parceira, a Editora Novo Conceito. Dessa vez trago um livro com uma temática um pouco mais "pesada"... então vambóra conhecer minha opinião?

    Os que me acompanham há mais tempo aqui no blog sabem que me prendo muito a livros com temas mais pesados... no estilo de "Palavras Envenenadas" e "Não Conte para a Mamãe". A sinopse de Corações Feridos já me chamou a atenção de cara por isso mesmo, deixando subtendido um certo tipo de abuso por parte do pai, um fanático religioso (tá tudo ali em cima na sinopse, não é spoiler), mas preciso abrir um adendo aqui... a sinopse não faz jus a história maravilhosa (triste, triste, triste! forte, forte, forte!) que Louisa Reid criou!

    O estilo de narração me prendeu no ato! O livro é narrado no presente por Reb e por Hephzi contando os acontecimentos antes de sua morte, e acho que foi justamente essa mistura que me fez ler o livro em uma noite, em um ritmo frenético. A capa tem um "q" sombrio e realmente chama a atenção, a diagramação da Novo Conceito está belíssima como sempre, com detalhes de galhinhos abrindo cada capítulo.

    Bom, Corações Feridos conta a história de Hephzibah e Rebecca irmãs gêmeas quase idênticas, Hephzi é linda e tempestuosa e Reb é mais contida e nasceu com uma malformação congênita chamada de Síndrome de Treacher Collins (não tem muito como explicar... mas é uma deformidade facial, quem quiser pode pesquisar no Google para ter uma ideia). As duas vivem com os pais, dois fanáticos religiosos que as criam com punho de ferro e ideais religiosos no mínimo extremistas.

    As duas foram criadas desde muito pequenas sem demonstrações de afeto por parte dos pais, isoladas do mundo, sem acesso à escola, outras crianças... e com exceção de algumas escapadas com sua avó materna, foi uma infância muito, muito triste. Sofrimentos psicológicos e físicos infligidos pelos pais, a constante atmosfera ameaçadora na casa em que viviam, e a exigência de manter as aparências diante da pequena congregação que seu pai dirigia.

    Após um acontecimento quase milagroso, as duas conseguem (aos 15 anos) frequentar a escola, a partir daí Hephzi, cheia de vida e louca para experimentar tudo que lhe fora negado até então, cria uma rede de amizades e tenta aproveitar sua adolescência da forma mais normal que pode, o contrário de Reb, que atrai olhares de pena e por muitas vezes de horror a sua volta, por isso mesmo ela é bem mais contida que sua irmã e tenta passar imperceptível em todas as situações.

    Corações Feridos não é um livro fácil de resenhar sem soltar spoilers, por isso mesmo não vou me alongar muito aqui. A autora criou personagens fortíssimos, cenários inacreditavelmente reais! Os sentimentos das irmãs são tão intensos que por vezes chega a nos desorientar durante a leitura, e sem dúvida alguma é Rebecca que trás os relatos mais densos e mais sofridos, mas também é sem dúvida alguma a personagem mais forte e corajosa.

    Recomendo a leitura cooom certeza! Mas já deixando avisado de antemão que é uma leitura extremamente densa, e não há como deixar de se sentir revoltada durante a leitura.

    Gravei o dia de hoje em minha memória como mais um dia negro, e está lá, uma dura história inscrita em meu coração. As histórias que tenho escondidas dentro de mim; se você pudesse abrir-me, leria a vedade. Olhe para dentro, retire a pele, a carne e os ossos e encontrará uma biblioteca de sofrimentos. Pág 12

    Talvez eu pudesse gritar, mas sabia que ninguém escutaria. As paredes eram grossas, pesadas e silenciosas. Pág 201

    Bjokas!!!




  • classificou 3
    + biblioteca de Vanessa

    Neste livro iremos conhecer Rebecca e Hephzi, duas irmãs gêmeas um pouco diferentes, inocentes, e batalhadoras, que definitivamente não tem uma vida fácil. Seus pais – Roderick e Maria – são muito religiosos, na verdade seu pai é pastor, e com isso as meninas sempre viveram neste mundo onde a religião domina a vida das pessoas. Rebecca tem um problema de nascença no rosto e tem mais dificuldade ainda de se enturmar.
    É triste ver que as gêmeas nunca tiveram amigos e sempre tiveram castigos muito severos por pequenas bobagens. Estudar em escola? Jamais, estudos só dentro de casa e brincar nem pensar. Tudo isso colabora para uma vida bem complicada onde as missas de domingo são um pesadelo.

    Depois de muito insistir por anos a fio as meninas convencem o pai de deixa-las cursar o ensino médio em uma escola normal, o que o pastor não tinha percebido é que isso poderia abrir os olhos das filhas, um mundo novo cheio de liberdade e sonhos estava entrando.

    O problema de Rebecca influencia sua vida de tal forma que ela não aproveita muito bem essa nova liberdade e tem muita dificuldade em fazer novos amigos, afinal o pessoal do colégio não perdoa uma, e Rebecca passa a sofrer bulling. Por outro lado sua irmã Hepzi acha a melhor coisa do mundo a nova escola e logo está rodeada de amigos, mas nem tudo dá certo.

    Resenha completa:

    http://blog.vanessasueroz.com.br/coracoes-feridos/




  • + biblioteca de Fabrica

    Era para ser a estória de duas irmãs gêmeas. Uma totalmente perfeita e outra com um problema de nascença chamado "Síndrome de Treacher Collins". Para resumir é uma má formação dos ossos do rosto.
    As duas irmãs seriam criadas com todo o amor, carinho, atenção e proteção que as crianças merecem.
    Pois é, era para ser, por o que vemos na verdade é a triste estória destas irmãs que nasceram e cresceram em um lugar onde o amor era apenas o que uma sentia pela outra. Carinho era o que tinham nas poucas vezes em que ficavam com a avó. Atenção era para as "besteiras" que poderiam fazer e que as levariam ao inferno. Proteção era o que sentiam, mesmo que precariamente, quando estavam no quarto.
    Elas viviam presas em casa, não tinham direito a nada. Um simples banho era artigo de luxo. Tinha uma vida (?) miserável, e quando digo isso, não é pela falta de dinheiro. Nos ombros destas meninas estavam depositados dores inimagináveis. Dores que ninguém deveria passar, ainda mais crianças.
    A vida de Rebecca e Hephzibah começa a mudar quando mesmo contra a vontade dos pais, elas começam a frequentar a escola. Esta pequena, mas significativa vitória caiu sobre elas como um pequena e frágil luz no fim do túnel. Sabe quando uma vela está acesa e temos medo que o vento a apague? Pois é, Reb e Hephzi sabiam que qualquer deslize delas, estariam condenadas a ficarem sem aquelas poucas horas de liberdade.

    "- Por favor. Dê-me mais uma chance.
    Ele me olhava, surpreso por eu ter falado em minha defesa e por ter ousado demonstrar uma vontade. Seus lábios se retorceram e seu sorriso sarcástico derrubou meu olhar novamente." (Página 52)

    Acontece, que a liberdade é embriagadora e viciante. Rapidamente Hephzibah se viu envolvida nas garras de um futuro livre e feliz. Rebecca ainda tinha os pés no chão e clamava para a irmã ir com calma, ter mais cuidado. Mas Hephzi sabia que não tinha tempo, que de um minuto para outro tudo podia se acabar... como se acabou...
    Reb agora estava sozinha e refém daquele mal. Seus medos aumentaram, mas ela sabia que assim como Hephzi, seu tempo poderia estar acabando.

    "Gravei o dia de hoje em minha memória como mais um dia negro, e está lá, uma dura história inscrita em meu coração." (Página 12)

    Corações Feridos é um livro narrado por Hephzi e Reb. As irmãs contam seus medos e suas esperanças. Nos mostram que não é só o coração de ambas que está ferido, mas a própria alma delas, assim como a carne.
    Foram vários pedidos de socorro que se perderam pelo caminho, ou que ninguém quis ouvir.
    Várias vezes durante a leitura, eu me perguntava porque ninguém fez ou fazia nada? As pessoas são cegas? Acreditem, quando o fanatismo se faz presente, com certeza inocentes estão sofrendo em volta. E o pior de tudo isso, é sabermos que isso existe de verdade, e que realmente algumas pessoas fingem que não veem.







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